Pulverizador Tratorizado Montado |
Pulverizador Tratorizado de Arrasto |
A maior parte dos pulverizadores tracionados por trator possuem todos os componentes semelhantes, mudando apenas em formas e tamanho podendo ser resumido no seguinte esquema, conforme abaixo:
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1- Filtro
2- Agitador
3- Válvula de Controle da Agitação
4- Câmara de Compensação
5- Bomba de Pistão
6- Registro da Linha de Sucção
7- Filtro de Linha
8- Válvula Reguladora de Pressão
9- Linha de Retorno
10- Manômetro
11- Válvula de Controle das Barras
12- Bicos de Pulverização |
Tanque
Normalmente, são feitos de fibra de vidro ou polietileno e deve conter os seguintes essenciais para o bom desempenho: 1) Tampa com válvula de respiro e com filtro do tipo coador ou peneira; 2) Agitador mecânico ou hidráulico; 3) Fundo afunilado para total esgotamento; 4) Indicador de nível do líquido no tanque.
Bomba
Normalmente, as bombas utilizadas em pulverizadores nacionais são de pistão, variando entre dois a quatro pistões, com capacidade de produzir até 150l/min de vazão e uma pressão de até 35kg/cm2 ou 500psi. A bomba centrífuga é pouco utilizada porém, em algumas situações, tem uma vantagem muito grande tendo em vista o seu baixo custo e pouca manutenção. Este tipo de bomba produz deslocamento de volume maior a baixa pressão, atingindo no máximo em torno de 60 psi.
Filtros de Linha
A colocação de um filtro na linha de alimentação dos bicos, com elemento de filtro com tela de malha 50 ou mais, dependendo do tamanho do orifício dos bicos, reduziria muito ou problemas de entupimento e poderia com isso eliminar os filtros nos bicos facilitando e agilizando a limpeza dos mesmos.
Barra de Pulverização
A barra de pulverização tem a função de suportar os bicos hidráulicos ou atomizadores rotativos para distribuição uniforme do produto ao longo da faixa equivalente ao seu comprimento.
Principais requisitos desejáveis: 1) Ser dobrável para facilitar o transporte; 2) Ter uma boa estabilidade para manter constante a altura dos bicos; 3) Possuir dispositivos de segurança, em caso de colisão com obstáculos; 4) Permitir o ajuste da altura de operação central e independente e, em cada barra, permitir o ajuste para terrenos inclinados; 5) Ter uma suspensão do tipo trapezoidal para que não haja a transmissão direta do balanço do trator em terrenos irregulares para a barra.

Câmara de compensação
Normalmente, as bombas de pistão provocam pulsação (altos e baixos) na pressão, principalmente as que possuem menor número de pistões. Para uniformizar o fluxo do líquido existe a necessidade da instalação das câmaras de compensação.
Regulador de pressão
Normalmente, as bombas de pistão produzem pressões altas (500 PSI). Para cada tipo de produto aplicado, existe a necessidade de manter uma determinada pressão em função da necessidade de geração de gotas maiores ou menores. Para isso, o regulador de pressão é fundamental. A mola de acionamento instalada no regulador de pressão deve permitir o ajuste de pressões entre 15 e 100 PSI, faixa normalmente recomendada e comumente utilizada.
Atenção: A pressão deverá ser utilizada apenas para determinar o tamanho das gotas, e não para determinar a vazão dos bicos.
Manômetro de Pressão
A grande maioria dos pulverizadores são equipados com o manômetro colocado próximo ao regulador de pressão. Nesse local, estarão muito distantes dos bicos e consequentemente poderá registrar uma indicação falsa devido às perdas, dependendo da curvatura e bitolas das tubulações que alimentam as barras. É sempre recomendável a medição da pressão nos bicos. Dessa maneira a pressão de trabalho será sempre real e, com isso, o diâmetro de gotas geradas poderá ser controlado, comparando com as tabelas de fabricante de bicos.

Tubulações e Conexões
Os diâmetros das tubulações e das conexões deverão ser compatíveis com a pressão e vazão necessárias e também não devem existir muitas curvaturas ou estrangulamentos que provoquem a queda da pressão nos bicos. Esta queda, somada a outras provocadas pelos componentes (conexões dos bicos, cotovelos ou estrangulamentos) poderá atingir, em certas circunstâncias, perdas na pressão em até 50%, observados em certos turbo-atomizadores utilizados na citricultura.

Informações sobre o autor:
Manoel Ibrain Lobo Junior
- Engenheiro Agrônomo, consultor e especialista em tecnologia de aplicação de agroquímicos.
- Ministra cursos, treinamentos e palestras sobre tecnologia de aplicação aérea e terrestre.
- Realiza avaliações de pulverizadores, aeronaves agrícolas e análise de risco de perdas por deriva nas pulverizações.
- Desenvolve projetos de monitoramento da qualidade das aplicações de agroquímicos e adequação dos pulverizadores de acordo com as normas internacionais do protocolo GlobalGAP (Boas Práticas Agrícolas).
- Professor do Curso de Pilotos Agrícolas da EJ Escola de Aeronáutica Civil Ltda. (www.ej.com.br), ministrando as matérias “Tecnologia de Aplicação Aérea”, “Planejamento Operacional”, “Usos Especiais da Aviação Agrícola”, “Regulagem e Calibração de Aeronaves Agrícolas”, dentre outras.
- Consultor Técnico-Comercial para diversas empresas fabricantes de pulverizadores, fabricantes de bicos de pulverização, controles eletrônicos de pulverização, componentes de barras, acessórios para monitoramento da qualidade das pulverizações e outros.
- Consultor da empresa Kraüss Aeronáutica (www.kraussaero.com.br), fabricante nacional de aviões agrícolas, fazendo parte da equipe técnica de desenvolvimento do projeto do novo avião agrícola KA-01.
- É auditor GlobalGAP IFA - Instituto Genesis – IGCert (www.institutogenesis.org.br), membro do GlobalGAP National Technical Working Group (GlobalGAP NTWG).
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